terça-feira, 21 de abril de 2015

Santa Rita de Cássia

A Menina Rita

Ela nasceu em 1381 no vilarejo de Roccaporena, na região de Cascia – que abrasileramos para Cássia – na Úmbria (centro da Itália).
Seu nome mesmo era Margherita, “Rita” era um apelido carinhoso.
Quando seus pais (Antônio e Amata) iam trabalhar nos campos, colocavam sua filhinha num cesto de vime e abrigavam-na à sombra das árvores. Um dia, um lavrador que estava próximo feriu-se com uma foice, dando um grande talho na mão direita. Dirigindo-se imediatamente para Cássia, a fim de receber os necessários cuidados médicos, ao passar perto da criança viu as abelhas que zumbiam ao redor de sua cabeça.um grande enxame de abelhas brancas a envolveu, parecia impossível que não a ferrassem. Mas aconteceu um milagre: muitas delas entravam em sua boca e aí depositavam mel, sem a ferroar, como se não tivessem ferrões, nenhum gemido da criança para chamar seus pais; ao contrário, dava gritinhos de alegria.
Esqueceu de si mesmo e foi socorrer a criança, começou a agitar as mãos para livrá-la do enxame. No mesmo instante, sua mão parou de sangrar e o ferimento se fechou. Gritou de surpresa, o que chamou a atenção de Antônio e Amata que acorreram ao local e viram a menina rindo com mel a escorrer da boquinha.
Seus pais tinham em casa um pequeno oratório, onde Rita, desde menina rezava o terço com seus pais. Apesar de analfabetos, Amata e Antônio contavam as histórias da vida de Jesus, da Virgem Maria, e dos santos para a menina.
Rita cresceu dócil, respeitosa e obediente para com seus pais. Aos oito anos quis ser religiosa, mas seus pais a fizeram como o costume da época, ao fim da adolescência, casar com o jovem Paulo Fernando.

O Casamento

O esposo de Rita era mandão, bebia e andava por aí batendo e até matando os outros. Isso era comum naquela região, muitas mulheres sofriam com maridos assim e nenhuma lei as defendia, mas o pior de todos era o de Santa Rita, parecia impossível ele mudar. Mas com o passar dos anos, o homem, foi mudando, porque Rita era sempre tão boa e educada, que Paulo Fernando passou a ser respeitoso com a esposa, no fim até a acompanhava à Igreja. um dia uma vizinha perguntou como Rita conseguiu mudar o marido. Ela respondeu: “Lembrai que, desde o momento em que recebemos nossos esposos, lhes devemos amor, obediência e respeito, pois isso significa ser casadas!”
Rita não permitia que, em sua presença, se murmurasse dos defeitos dos outros. Dizia: “Notai que não tem menos culpa a mulher que fala mal de seu marido do que o marido que, com incorreto proceder, dá ensejo à mulher para que fale mal”.
Rita e Paulo tiveram dois filhos: João Tiago e Paulo Maria.
O matrimônio durou dezoito anos, até que um antigo inimigo, dos tempos em que Paulo era brigão, o esperou de tocaia e o matou.
Rita perdoou os assassinos, mas seus filhos não. Queriam crescer para vingar a morte do pai, como era o costume naquela região. Com muita dor no coração, a mãe orou: “Senhor prefiro que os leve inocentes que cresçam para perder a alma. O senhor sabe tudo eu confio a salvação da alma de meus filhos a vós.”
Não que ela desejasse a morte de seus filhos, ela tinha esperança que crescessem e perdoassem o assassino, mas confiou o futuro de sues filhos a Deus que sabe tudo. Em pouco tempo eles ficaram doentes e morreram.
Santa Rita quase enlouqueceu de dor, foi muito para ela, abandonou tudo e por um tempo viveu em uma caverna, orando e pedindo forças a Deus. E o Senhor veio em seu socorro…

Irmã Rita

Rita lembrou-se que, desde a infância aspirava à vida religiosa agostiniana. Mas recebeu um “não” por ter sido casada, parecia impossível ela realizar sua vocação.
Certa noite ouviu alguém a chamar pelo nome: “Rita, Rita”… Ninguém parecia estar ali, e tendo retornado às orações ouviu novamente seu nome ser chamado: “Rita, Rita”.Indo à porta deparou-se com três pessoas, e nelas reconheceu São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino, os quais a convidaram a segui-los. Chegando ao convento de Santa Maria Madalena, onde fora por três vezes recusada, a porta estava evidentemente bem fechada, pois era o momento em que as religiosas dormiam, mas seus três protetores fizeram com que ela inexplicavelmente se visse conduzida ao interior do convento.
Amanheceu, quando as irmãs se reuniram para as obrigações matinais, encontraram Rita rezando na capela, e tendo constatado que a porta não fora arrombada e que não havia sinal algum que explicasse a entrada da viúva por meios humanos, reconheceram assim a vontade de Deus.
E lembra das abelhas brancas que lhe deram mel quando ela era bebê? Um enxame, foi para o mosteiro de Cássia, morar numa das paredes do jardim interno, no mesmo dia que Rita.

A Videira

Certa ocasião Rita recebeu da superiora a ordem para regar duas vezes ao dia um galho seco, pela manhã e à tarde quotidianamente, mês após mês, para testar a obediência de Rita. As demais irmãs viam aquilo e davam risadinhas pelos cantos. Parecia impossível um pau ceco reviver…
Mas, uma ano depois, elas se surpreenderam com pequenas folhinhas na videira que começava ali a se desenvolver, e que passou a dar saborosas uvas século após século, até nossos dias. Todos os anos as irmãs desse convento mandam vinho feito com as uvas da parreira de Santa Rita para o Papa.

Santa Rita de Cássia e o Espinho da Coroa de Jesus

A irmã Rita gostava muito de pensar na paixão de Jesus, tinha muita pena de Nosso Senhor ter sofrido tanto para nos salvar: os insultos dos soldados, as ingratidões que sofreu em seu caminho ao Calvário.
Teve uma quaresma, em 1443, em que Santa Rita ouviu um lindo sermão sobre a paixão de Cristo. Ficou tão emocionada que, quando voltou ao convento depois da Missa, diante de uma pintura da Cruz, pediu para sofrer um pouquinho o que Ele sofreu e assim aliviar o sofrimento de Jesus.
Foi aí que aconteceu: da coroa de espinhos da imagem de Jesus, desprendeu-se um espinho, que se cravou na testa da santa, causando-lhe uma dor terrível e nunca mais parou de doer.
Pior, as outras religiosas não podiam suportar o cheiro que saia da ferida, por isso Santa Rita teve que viver sozinha, numa torre do convento.
Só uma vez, por uns dias a ferida desapareceu: foi quando Rita quis ir com as irmãs em peregrinação (iam a pé,acredita?!) de Cássia até Roma, para participar da festa da abertura do Ano Santo, que o Papa anunciou. Mas quanto chegou de novo a casa, o estigma voltou a aparecer e teve que se afastar de novo das outras irmãs.
Viveu assim por 15 anos, até ir para o Céu.

Oração a Santa Rita de Cássia

Ó poderosa e gloriosa Santa Rita, 
eis a vossos pés um alma desamparada que, 
necessitando de auxílio, 
a vós recorre com a doce esperança 
de ser atendida por vós 
que tendes o incomparável título 
de SANTA DOS CASOS IMPOSSÍVEIS E DESESPERADOS.

Ó cara Santa, interessai-vos pela minha causa, 
intercedei junto a Deus 
para que me conceda a graça 
de que tanto necessito (dizer a graça que deseja). 

Não permitais que tenha de me afastar 
dos vossos pés sem ser atendido. 
Se houver em mim algum obstáculo 
que me impeça de obter a graça que imploro, 
auxiliai-me para que o afaste. 
Envolvei o meu pedido 
em vosso preciosos méritos 
e apresentai-o a vosso celeste esposo, Jesus, 
em união com a vossa prece. 

Ó Santa Rita, 
eu ponho em vós toda a minha confiança; 
por vosso intermédio, 
espero tranquilamente a graça que vos peço. 

Santa Rita, advogada dos impossíveis, rogai por nós.


Filme sobre a vida de Santa Rita: 


Equipe Fé em Feltro


Agora após conhecer um pouco mais sobre a vida de mais esse exemplo de dedicação a Deus, a Equipe Fé em Feltro está produzindo chaveiros de Santa Rita de Cássia... Vejam uma prévia dos chaveiros: